Publicado em 15 de jan de 2019

Atriz demonstra como mulheres eram torturadas na ditadura com baratas na vagina

No último domingo (13), o grupo “És uma Maluca” teve uma apresentação proibida pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, o que fez com que a exposição “Literatura Exposta”, na Casa França-Brasil, fosse encerrada um dia antes do previsto. Já na última segunda-feira (14), como um ato de protesto, o coletivo de artistas usou a própria rua como palco para se opor ao que para eles foi uma verdadeira censura.

Em frente ao local da exposição, uma das atrizes deitou-se próxima a um boeiro, rodeada por baratas de plástico. O ato fez referência à ditadura militar no Brasil, período em que mulheres tinham animais introduzidos em suas vaginas como forma de tortura.

Além da expressão corporal, a militância também ocorreu por meio de uma pequena caixa de som ao lado da artista, que transmitiu discursos populares do atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Inclusive, uma das falas reproduzidas foi a que o presidenciável saudou o ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi SP.


A performance é intitulada como “A voz do Ralo é a voz de Deus”.

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